sábado, 17 de novembro de 2007

Dia do não fumador

Hoje é o Dia Nacional do Não Fumador. Como é que um não fumador assinala o dia? Fumando um cigarro?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.

Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram o lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.

Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "

muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "

compradas", sem se fazer qualquer exame.

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "

matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "

outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados...igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Um país - dois sistemas

Portugal decidiu copiar a China. Este país, como sabemos, ainda se diz comunista mas convive amável e cumplicemente com o capitalismo, que procura e deseja, para desenvolver a sua economia. Em Hong Kong e em Macau, ninguém sabe do comunismo. É o conhecido método “um país, dois sistemas".
Cá, vivemos hoje no mesmo no regime. Há o país da rua, do desemprego, da escola, e há o país de Sócrates. No primeiro existe pessimismo e dificuldades. No segundo só existem maravilhas, para lá, é claro, do sucesso no combate às cáries dentárias, que é o orgulho do Primeiro-Ministro."Saímos daqui com vontade de comprar uma casa." Foi desta forma que o Primeiro-Ministro se referiu às vantagens do "Casa Pronta", o novo balcão único onde se pode tratar dos vários procedimentos inerentes à compra e venda de casa, como a assinatura da escritura pública ou pedir a caderneta predial. Pois será. O problema no tal país que Sócrates ignora do alto das cataratas de propaganda onde se atola, mas que existe, não é falta de vontade para comprar casa. É a falta de dinheiro.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Em Abril/Maio último foi amplamente divulgado pela comunicação social uma situação que me deixou profundamente arrepiado e indignado.
Uma Professora de uma Escola Secundária de Aveiro, com uma leucemia em fase terminal, e a quem lhe restava pouco tempo de vida, foi obrigada pela Direcção Regional de Educação do Centro a apresentar-se ao serviço e a dar aulas.
Imagino o quanto penoso deve ter sido para tal docente ter que se apresentar ao serviço para dar aulas. Quando a mesma não se encontrava nas melhore condições físicas e psíquicas para tal efeito. Quanto deve ter sofrido essa Professora no pouco tempo que lhe restava de vida.
Situação idêntica verificou-se com um Professor de uma Escola Secundária de Braga, situação essa amplamente relatada pela comunicação social ao longo desta semana.
Um Professor de uma Escola Secundária de Braga, com um cancro na laringe em fase terminal, e a quem lhe restava pouco tempo de vida, foi obrigado pela Direcção Geral de Educação do Norte a apresentar-se ao serviço e a dar aulas. Igualmente deverá ter sido penoso para tal docente ter que se apresentar ao serviço e dar aulas, quando o mesmo não se encontrava nas melhores condições físicas e psíquicas para o efeito.
As situações dos docentes de Aveiro e de Braga são em todo semelhantes, e demonstra o quanto o Estado usa e abusa das pessoas, mesmo quando estas sofrem de doenças em fases terminais, a quem lhes resta pouco tempo de vida. Tudo com o objectivo de poupar uns tostões aos cofres da Segurança Social, de modo a não pagar pensões àqueles que trabalharam arduamente durante uma vida inteira, fizeram sempre os seus descontos e, quando mais precisam do auxílio do Estado na sequência das graves doenças de que padecem, o Estado faz-lhes um manguito e obriga-os a trabalhar, mesmo gravemente doentes.
Convém aqui lembrar a José Sócrates uma frase que António Guterres, seu padrinho político, disse um dia: “Os Portugueses não são números. São pessoas”. É pois tempo de este Governo respeitar as pessoas. Sobretudo a saúde dessas mesmas pessoas, em caso de doença grave.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Verão


Estes azulejos dizem-me muito... muitas recordações !


Estão na casa onde vivi até me casar......rua Manuel Firmino, 49 em Aveiro.
Estes representam o Verão..mas também lá estão as outras três estações do ano.



domingo, 24 de junho de 2007

Constituição Europeia

Eu quero um referendo sobre o próximo Tratado da União Europeia.

Por isso assinei aqui http://x09.eu/splash/